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Comunismo.


O comunismo pode ser compreendido como certo tipo de ordenação social, política e econômica onde as desigualdades seriam sistematicamente abolidas. Por meio dessa premissa, a experiência comunista parte de um pressuposto comum onde a desigualdade social gera problemas que se desdobram em questões como a violência, a miséria e as guerras. A intenção de banir as diferenças entre os homens acaba fazendo com que muitos enxerguem o comunismo como uma utopia dificilmente alcançada.
No comunismo têm doutrinas políticas, sociais e econômicas como regimes que pretendem realizar na prática os postulados dessas doutrinas. Apresenta numerosas variantes, todas elas preconizando a abolição da propriedade particular e a apropriação e comum de todas as coisas que satisfazem, direta ou indiretamente, necessidades humanas.
O objetivo do comunismo é atingir assim a mais ampla igualdade entre os membros da sociedade. Pressupõe que a eliminação de toda e qualquer desigualdade também leve ao desaparecimento do antagonismo entre grupos e classes sociais.
Segundo a doutrina comunista, o mecanismo de mercado apresenta graves defeitos como regulador da produção e da distribuição, pois impede a plena utilização de todos os recursos disponíveis e promove desigualdade entre os que tem e os que não tem acesso à propriedade. Os críticos do comunismo, baseados na observação dos problemas que surgiram nos países socialistas, apresentam dois argumentos:
1) o mecanismo do mercado não pode ser inteiramente substituído pelo planejamento numa sociedade que adota extensa divisão social do trabalho, na qual dezenas de milhares de produtos diferentes tem que ser repartidos entre milhões de pessoas, cujas necessidades diferem de acordo com suas características de sexo, idade, origem cultural e idiossincrasias pessoais;
2) o planejamento geral, ao não tomar em consideração as necessidades e vontades dos consumidores, requer uma férrea ditadura, em que as liberdades individuais devem ser abolidas, não só no terreno econômico como no político.
A aplicação prática dos princípios comunistas tem sido tentada desde a mais remota antiguidade. Certas sociedades tribais viviam em comunismo, não devido à sua elevada produtividade, mas em virtude de sua pobreza. É o chamado "comunismo primitivo". Há notícias de numerosos grupos sociais que se isolam da sociedade inclusiva e se organizam de acordo com princípios comunistas. O sucesso desses grupos se limita, em alguns casos, à sua auto preservação.
O grande marco histórico do comunismo foi a Revolução Russa de 1917. Podemos citar também, neste contexto, a Revolução Cubana que ocorreu em 1 de janeiro de 1959.




Comunismo na historia.

Na Grécia Antiga, o filósofo Platão buscou arquitetar uma forma de governo ideal onde a propriedade privada e as famílias seriam extintas. Durante a Idade Média, a crise do sistema feudal e o grande enriquecimento da Igreja impulsionaram a formação de movimentos que tentaram abolir as desigualdades. No século XVI, o filósofo britânico Thomas Morus redigiu a obra “Utopia”, lançou novas bases onde o comunismo seria vivido por meio de mecanismos que subordinassem a individualidade em prol do coletivismo. No século seguinte, o advento da Revolução Inglesa foi visto como uma experiência histórica que deu brecha a práticas comunistas. Em meio às reivindicações da nascente burguesia britânica, trabalhadores urbanos e camponeses reivindicavam o fim das propriedades privadas e coletivização igualitária das riquezas.
As doutrinas comunistas mais antigas, anteriores à Revolução Industrial, punham toda ênfase nos aspectos distributivistas, colocando a igualdade social, isto é, a abolição das classes e estamentos, como o objetivo supremo.
As idéias do sistema comunista estão presentes na obra "O Capital" de Karl Marx. Nesta, o filósofo alemão propõe a tomada de poder pelos proletários e a adoção de uma economia de forma planejada para acabarem com as desigualdades sociais, suprindo, desta forma, todas as necessidades das pessoas. Outra obra importante, que apresenta esta ideologia, é "O Manifesto do Partido Comunista" de Marx e Engels.
Karl Marx e Friedrich Engels escreveram o socialismo científico. Inspirados pela dialética hegeliana e uma interpretação histórica das sociedades, esse pensadores buscaram na realidade material a construção de um argumento que colocou no antagonismo das classes sociais as bases de transformação do mundo. Dessa maneira, o socialismo lançou uma ousada proposta de transformação ao buscar na luta de classes e no materialismo histórico, meios racionais de mudança. Segundo o pensamento marxista, as desigualdades seriam suprimidas no momento em que as classes subordinadas tomassem o controle do Estado. Controlando esta instituição poderiam promover mudanças favoráveis ao fim das desigualdades sociais e econômicas. Esse governo guiado pelo interesse dos trabalhadores, ao longo do tempo, reforçaria práticas e costumes em favor do comunismo. De acordo com o pensamento socialista, a real instituição do comunismo somente aconteceria no momento em que o Estado fosse extinto em favor de uma sociedade na qual as riquezas fossem igualitariamente divididas a todos aqueles que contribuíssem com sua força de trabalho.



Comunismo no Mundo.

O Comunismo no Mundo atualmente é considerado como morto, entretanto há países que ainda adotam a ideologia em seu governo.
A instauração do comunismo foi feita em alguns países: União Soviética e China são os principais. Em outros países o comunismo foi imposto pela União Soviética ao final da Segunda Guerra Mundial, formando-se o bloco socialista, incluindo Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Romênica, Albânia e Alemanha Oriental.
O símbolo do conflito ideológico entre comunismo e capitalismo foi o Muro de Berlim, que dividiu a cidade com o mesmo nome e também a Alemanha em ocidental capitalista e oriental comunista. O muro esteve presente ao longo de toda a Guerra Fria e foi derrubado finalmente em 1989, quando a União Soviética já não tinha mais poder para manter o embate e também para sustentar a doutrina comunista. A queda do Muro de Berlim é considerada por muitos como o marco do fim do comunismo no mundo, o qual permitiu a expansão do capitalismo pelo leste europeu.
Porém ainda há países hoje, que guiam seus governos sob os preceitos do comunismo. Embora a prática tenha sido também muito alterada, uma vez que a população desfruta de outras realidades de liberdade e escolha, o pensamento comunista continua sendo empregado. É o que acontece na China, em Cuba e na Coréia do Norte.

 
Países Comunistas.

A China é o país que mais se flexibilizou dentro do sistema comunista. Embora ainda utilize de censura e restrições dos direitos de sua população e pregue por prática de caráter socialista, o país permite algumas introduções de elementos típicos de mercado. A China possui uma das maiores populações do mundo, o que representa um grande mercado consumidor para os países capitalistas e permite que o país usufrua de elementos de crescimento. Por sua relativa abertura ao capitalismo, a China é considerada como um país socialista de mercado, chamado de terceira via.
Cuba é o único país nas Américas de doutrina comunista. O país adotou essa ideologia em 1959 através de uma revolução liderada por Che Guevara e Fidel Castro. Este permanece no poder até hoje e talvez seja a grande causa dessa ideologia permanecer viva ainda em Cuba. O país impede o contato de seus habitantes com o mundo capitalista e por isso se mantém atrasado em diversas situações sociais e econômicas.
Já a Coréia do Norte é o país que aplica o modelo mais radical sob o preceito de comunista. O país é governado por Kim Jong-Il, o qual segue a dinastia de seu pai que implantou a ditadura no país. Na Coréia do Norte a população sofre grandes restrições na vida diária, determinadas por seu governante. O contato com o ocidente ou o mundo capitalista é proibido pelo líder do país, toda informação que circula passa inicialmente pela censura do governo que só então libera o que for permitido para a população. O diferencial da Coréia do Norte em relação aos outros países que empregam a doutrina comunista é seu radicalismo, o país insiste na obtenção de posse
de armas nucleares, o que permite que o extremismo do sistema continue e barra o relacionamento de outros países com a Coréia pelo risco de um ataque.


Retirado do site: http://www.brasilescola.com/historiag/comunismo.htm

http://www.algosobre.com.br/historia/comunismo.html

http://www.suapesquisa.com/o_que_e/comunismo.htm

http://www.infoescola.com/historia/comunismo-no-mundo-atualmente/

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