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Hércules.


Hércules (em latim: Hercules) era o nome em latim dado pelos antigos romanos ao herói da mitologia grega Héracles.
Hércules foi um grande herói da Mitologia Grega. Filho de Zeus e da mortal Alcmena, que era esposa de Anfitrião.
Segundo o mito, aproveitando o fato de Anfitrião estar ausente, em batalha, Zeus se caracterizou como ele, e se fez passar pelo mesmo. Ao retornar da batalha, Anfitrião descobriu a traição, e, irado construiu uma grande fogueira para queimar Alcmena viva. Zeus então mandou nuvens de chuva para apagar o fogo, o que acabou fazendo com que Anfitrião aceitasse a situação. Hércules, portanto, nasceu do encontro de Zeus e Alcmena.
Hera, esposa de Zeus, enciumada com o nascimento de Hércules, pois desejava elevar o primo Euristeu ao trono da Grécia, enviou duas serpentes para matá-lo no berço, mas o herói, com sua força prodigiosa, destruiu-as.
Casado com Mégara, uma das princesas reais, Hércules matou-a, e aos três filhos, num acesso de fúria provocado por Hera.
Para expiar o crime, ofereceu seus serviços a Euristeu, que o incumbiu das tarefas extremamente arriscadas conhecidas como os 12 Trabalhos de Hércules:

São eles:

estrangulou um leão, de pele invulnerável, que aterrorizava o vale de Neméia;

matou a hidra de Lerna, monstro de muitas cabeças;

capturou viva a corça de Cerinéia, de chifres de ouro e pés de bronze;

capturou vivo o javali de Erimanto;

limpou os estábulos de três mil bois do rei Augias, da Élida, não cuidados durante trinta anos;

matou com flechas envenenadas as aves antropófagas dos pântanos da Estinfália;

capturou vivo o touro de Creta, que lançava chamas pelas narinas;

capturou as éguas antropófagas de Diomedes;

levou para Edmeta, filha de Euristeu, o cinturão de Hipólita, rainha das guerreiras amazonas;

10º levou para o rei de Micenas o imenso rebanho de bois vermelhos de Gerião;

11º recuperou as três maçãs de ouro do jardim das Hespérides, por intermédio de Atlas, que sustentava o céu sobre os ombros e executou por ele esse trabalho, enquanto Hércules o substituía;

12º apoderou-se do cão Cérbero, guardião das portas do inferno, de três cabeças, cauda de dragão e pescoço de serpente.

Enquanto os seis primeiros trabalhos se passam no Peloponeso, os últimos levaram Hércules a vários lugares na orla do mundo grego e além.
Durante os trabalhos, Hércules foi perseguido pelo ódio da deusa Hera, que tinha ciúmes dos filhos de Zeus com outras mulheres.
A deusa Atena, por outro lado, era uma defensora entusiasta de Hércules; ele também desfrutou da companhia e ajuda ocasional de seu sobrinho, Iolau.
Hércules realizou outros atos de bravura e participou da viagem dos argonautas em busca do velocino de ouro.
Ao realizar as doze tarefas, além de se redimir pela morte de sua esposa e de seus filhos, Hércules conquistou a imortalidade.
Casou-se com Dejanira, que sem querer lhe causou a morte. Na condição de imortal, Hércules foi transportado ao Olimpo, onde se reconciliou com Hera e casou-se com Hebe, deusa da juventude.

Personagem.

Nas obras de arte romanas e na arte renascentistas e pós-renascentistas que adaptou a iconografia romana, Hércules pode ser identificado por seus atributos, como a pele de leão e a clava: nos mosaicos era mostrado com a pele bronzeada, quase negra, um aspecto considerado viril. Apesar de ser um campeão e um grande guerreiro, Hércules também se utilizava de trapaças e de truques sujos a seu favor. No entanto, tornou-se renomado por ter "deixado o mundo seguro para a humanidade" ao destruir diversos monstros perigosos. Seu auto sacrifício lhe obteve a ascensão aos reinos do Monte Olimpo, onde recebeu as boas-vindas dos deuses.

Associações com os germânicos.

O historiador romano Tácito registra uma afinidade especial dos povos germânicos por Hércules. No terceiro capítulo de sua obra Germania, escrita em 98 d.C., ele afirma:
"Entre eles existira a memória de Hércules, celebrado, como o primeiro dos heróis, ao marcharem para as pugnas. Têm eles também da mesma forma cânticos, cujos versos, a que chamam 'barito', acendem os ânimos e, de acordo com a nota cantada, auguram a fortuna da luta vindoura; tremem ou se agitam, segundo o que cantam as tropas."
Maças de Hércules do período romano aparecem a partir do século II, espalhando-se por todo o império, incluindo a Britânia romana, a maioria feitos de ouro. Um exemplar descoberto em
Köln-Nippes apresenta a inscrição "DEO HER[culi]" ("Ao Deus Hércules"), confirmando a associação com Hércules.

Arte.

As imagens romanas de Hércules baseavam-se nas imagens gregas helenísticas, e são muito diferentes das imagens do deus que aparecem nas pinturas em vasos da Ática. Pelo menos um dos aspectos do Héracles grego não foi adotado pela cultura romana: a sua relação ambígua com a sua patrona/antagonista, Hera.

Cultura popular.

Desde o Renascimento, poucas vezes fez-se a distinção entre Hércules e Héracles; a figura romana acabou assumindo o lugar da grega. Interpretações posteriores da lenda de Hércules o retrataram como um líder sábio e um bom amigo. Sua lenda perdurou, embora frequentemente utilizada para se adequar à moda política do período. O personagem também teve uma influência inegável em diversos personagens da cultura pop moderna, além de ter sido adaptado diversas vezes para televisão, filmes e quadrinhos.

Numismática.

Hércules foi o motivo de diversas moedas e medalhas comemorativas, a mais recente delas sendo a célebre moeda austríaca de prata 'Barroca', de 20 euros, lançada em 11 de setembro de 2002; um dos seus lados mostra a Grande Escadaria do palácio do príncipe Eugênio de Savoia, em Viena (atual sede do Ministério das Finanças da Áustria), com diversos deuses e semideuses em seus degraus, entre eles Hércules.


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